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ANDROPAUSA Eduardo Lambert |
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Em qualquer idade o homem pode ter distúrbios do desejo sexual, da ereção e da ejaculação mas, uma falha sexual de qualquer destes tipos, que caracterize uma impotência orgástica, pode fazer surgir a indesejável e amedrontadora idéia do “estou ficando velho, tudo acabou”, o que na realidade, mostra um despreparo do homem por falta de
conhecimento desta tão importante fase da sua vida, devido aos mitos, preconceitos e à falta de informação, que pode acionar fatores psicológicos desencadeantes do mito de que “está chegando a hora” e não de que é um “problema da idade” que merece uma boa orientação e um tratamento adequado. Muito embora a espermatogênese vá até uma idade avançada, ou seja, a capacidade reprodutiva do homem vá até 80 a 90 anos ou mais, de repente, o homem descobre no espelho que as rugas aumentaram, as entradas na testa se alongaram, as gordurinhas se localizaram, a barriga ficou proeminente e, nem dá para enxergar o órgão sexual ou mesmo os pés...
Mas existem muitos homens que, para se desvencilhar de suas obrigações afetivas usam o pretexto de que “estou cansado, é a idade”. E outros que se sentem privados de sua liberdade de sair, de ficar com os amigos quando a mulher quer controlar suas vidas, estes deixam acontecer a andropausa para se verem livres de suas mulheres mas, a bem verdade, ao não exporem os seus verdadeiros sentimentos,
acabam se prejudicando, deixando de viverem bem consigo mesmos, esquecendo-se de que a sexualidade é como o vinho, quanto melhor praticada melhor se torna o prazer. E os sintomas característicos desta fase do homem são o cansaço, a diminuição do tônus muscular, a diminuição da força, a diminuição da audição e da visão, a depressão, a diminuição do interesse sexual, a dificuldade de ereção, a falha da ereção, a falha da ejaculação, o atraso da ejaculação, relações deficientes ou
incompletas, a perda progressiva da memória com esquecimentos freqüentes, insônia, perda da potência sexual, excessiva transpiração, alteração do humor, irritabilidade, insegurança, depressão, sentimento de solidão e a redução da autoconfiança e da auto-estima. Como, aparentemente, não há mudanças hormonais significativas, toda esta gama de sintomas ocorrem também devido aos fatores
psicosocioculturais que somente à sutil diminuição da testosterona, o hormônio masculino, cuja queda ocorre lenta mas progressivamente, à monta de 1% ao ano até chegar ao limite inferior da normalidade e também à sutil baixa da androsterona. Não se deve esquecer que o processo de envelhecimento está muito relacionado à arteriosclerose, enfermidade que atinge todo o sistema vascular arterial,
endurecendo e diminuindo a luz dos vasos, diminuindo o aporte sangüíneo e a oxigenação e, conseqüentemente a nutrição do organismo em geral. E com os complexos da fase etária, parece que o homem andropáusico sofre a influência do estigma da aposentadoria e faz que está na “idade do lobo” e assim ele nega o que o espelho lhe mostra, pinta os cabelos, se ilude de que está no auge da potência, conta vantagens, se comporta como adolescente, e sai de braços dados com uma mocinha para
gerar olhares e comentários que lhe massageiam o seu ego, por pura auto-afirmação. Na realidade, para o homem informado, a andropausa não é uma crise e sim uma importante fase de amadurecimento, na qual ele deve despertar, com razão e sabedoria, as suas virtudes e seus verdadeiros valores. E para que isto ocorra, deve o homem inteligente recorrer às terapêuticas que melhor lhe convierem, propiciando uma melhor qualidade de vida, a
fim de restabelecer o seu estado de saúde e não se tornar suscetível a adoecer daquilo que ele pode prevenir. Na maioria dos casos o tratamento engloba uma terapêutica à base de remédios como os homeopáticos, os ortomoleculares e os florais; orientação alimentar à base de peixes, hortaliças e frutas com diminuição dos açúcares, gorduras e sal; evitar o fumo; evitar o sedentarismo;
exercícios adequados; suplementação de vitaminas, sais minerais, oligoelementos, antioxidantes, aminoácidos, tudo para melhorar o estado de saúde mental e orgânico, a potência sexual, o condicionamento físico, a neurotransmissão dos estímulos sexuais e a massa muscular corporal.
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