| Abordagens PSICOLOGIA DO EMAGRECIMENTO
O Comportamento Alimentar é mais "primitivo",
inconsciente e menos racional que o nutricional, que pode ser considerado mais
inteligente" e cientificamente fundamentado. O comportamento alimentar precede, é a
"matéria prima" para o nutricional. Deveria ser regulado pelo complexo
mecanismo fome - saciedade mas é importante entender que as emoções, a ansiedade, os
estados de humor de pressivos e outros fatores psicológicos negativos podem alterá-lo
profundamente e, consequentemente, o comportamento nutricional. Nas orientações
nutricionais que visam emagrecimento a pessoa "sabe"o que fazer e o que comer,
mas sente-se impotente para fazê-lo. Algo mais forte que sua vontade a impede. Como sem
fome sabendo que não deveria fazê-lo, mas o faz e na ausência de prazer. Ao comer tem
um alívio provisório da sensação negativa de ansiedade, que volta reforçada pela
culpa, levando a pessoa a comer mais, para tornar a diminuir a tensão. A pessoa engorda e
passa a evitar toda uma gama de situações e atividade e também as gratificações delas
decorrentes. Diminui a atividade física porque engordou, questiona sua aparência e evita
ir a lugares onde tenha que se expor fisicamente. Restringe sua vida social e pode tender
ao isolamento. Essa reação provoca o afastamento de outras pessoas mas o gordo parece
não perceber que isto deve-se ao seu comportamento e não à sua aparência. Sua
ansiedade aumenta a solidão que por sua vez reforça a ansiedade. Escasseando os prazeres
pela piora da qualidade de vida e crescendo a ansiedade, A COMIDA ASSUME O PAPEL DE
"REDUTOR DE TENSÃO" E muitas vezes , ÚNICA FONTE DE PRAZER !... A auto
negação do prazer leva a pessoa a rejeitar seu corpo e a conduz a uma dependência
infantil da comida, que passa a simbolizar a satisfação corporal... ESTÁ FORMADO O
CÍRCULO VICIOSO... Os mais tênues sinais de ansiedade, antes mesmo de tornarem-se
conscientes, podem ser "amortecidos" pelo ato de comer, ACIONADO
AUTOMATICAMENTE. A criança, desde o nascimento, estabelece um vínculo com a mãe
através da amamentação. As primeiras sensações de ansiedade (sensação
desagradável, negativa) são experimentadas quando o bebê tem fome. O alivio da tensão
(sensação agradável) é conseguido quando a criança se alimenta (saciedade). Com o
crescimento recebe influências da família, da cultura que ajudarão a moldar um
"estilo alimentar". profundamente associado com emoções positivas e negativas
e de DIFICILMENTE MODIFICÁVEL APENAS POR PERSUASÃO E INFORMAÇÃO. Exemplos são
pacientes que, mesmo motivados e bem orientados por profissionais competentes e que lhes
ministram orientação nutricional equilibrada, personalizada e saborosa acabam auto
sabotando-a em algum momento, de forma irracional , demonstrando comportamento alimentar
regido por emoções obscuras e não pela razão, e despreparados para a orientação
nutricional. A obesidade torna-se, desta maneira, uma forma desadaptativa do uso do
comportamento alimentar na tentativa de encobrir problemas que tornam-se progressivamente
insolúveis, reduzindo gradativamente as opções de vida da pessoa. A psicologia pode e
DEVE COLABORAR com a área médico nutricional, VIABILIZANDO O COMPORTAMENTO NUTRICIONAL
ATRAVÉS DO CONTROLE DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR QUE O PRECEDE, atualizando de várias
maneiras, como levando o paciente a reavaliar o "continnum" fome-saciedade,
focando e tratando os ganhos secundários que mantém a pessoa gorda, trabalhando a
auto-imagem, freqüentemente prejudicada, tratando as comorbidades associadas à
obesidade, como transtorno do humor (depressão) , fobia social, transtornos alimentares,
transtornos de personalidade, compulsão alimentar e outros, e particularmente a
ANSIEDADE, desvinculando-a do ato de comer, permitindo alterações comportamentais que
permitam novo estilo de vida, essencial para a perda de peso e manutenção posterior. |
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